Lava fraude à JATO

Duas unidades de equipamento sofisticado chamado Guardião, que faz escutas telefônicas em grande quantidade, sumiram nas mãos dos procuradores da Lava Jato de Curitiba, coordenada por Deltan Dallagnol. Os aparelhos faziam parte de compras da Lava Jato para interceptação telefônica.

As apurações da Procuradoria-Geral da República mostram que os procuradores de Curitiba abriram mais de mil inquéritos nos últimos cinco anos, que não foram encerrados, lembra a reportagem. Sim, mais de mil inquéritos!

O pior é que, segundo a reportagem, grande parte do acervo de gravações foi apagado no ano passado. Há fortes indícios de distribuição de processos fraudada e outras ilegalidades, que podem vir à tona com a saída de Sérgio Moro do governo e se essas averiguações avançarem.

Os procuradores paranaense adquiriram três Guardiões, mas dois deles sumiram, segundo reportagem do Conjur.

O Guardião é um sistema de software e hardware fabricado exclusivamente pela empresa Dígitro, de Santa Catarina. O sistema é capaz de gravar simultaneamente centenas de ligações.

Segundo a empresa, o sistema é adaptado para cada cliente, mas não pode ser vendido para empresas privadas. A própria Dígitro diz que só pode ser vendido para Polícia Federal, Secretarias de Segurança Pública, Ministério Público, entre outros órgãos e instituições públicas.

 

Informou o Consultor Jurídico:

“Em mais um capítulo da trombada da força-tarefa da Lava Jato com a Procuradoria-Geral da República, quatro procuradores que cuidam dos casos de Curitiba em Brasília decidiram retirar-se das funções no grupo de trabalho. São eles Hebert Reis Mesquita, Luana Macedo Vargas, Maria Clara Noleto e Victor Riccely Lins Santos. O grupo de trabalho da força-tarefa na PGR é responsável por conduzir os inquéritos que envolvem autoridades com prerrogativa de foro investigados pela operação. Entre uma de suas atribuições está a de negociar acordos de colaboração premiada. Nos bastidores, a interpretação é a de que os procuradores em Brasília se negaram a investiga… –

a força-tarefa do Paraná — que estão sob a suspeita de prática de fraudes na apelidada Lava Jato. Segundo o jornal O Globo, o afastamento foi motivado pelas discordâncias com a coordenadora do setor, a subprocuradora-geral da República Lindora de Araújo, e com a gestão do procurador-geral da República, Augusto Aras. A rebelião se deu porque a PGR passou a investigar irregularidades e fraudes praticadas pela força-tarefa de Curitiba. Em vez de se defenderem, os procuradores partiram para o ataque. Para omitir informações sobre seus métodos de trabalho, os procuradores afirmaram que a subprocuradora-geral da República Lindora Maria Araújo — responsável pelo acompanhamento de processos da Lava Jato em Brasília — quis ter acesso a procedimentos e bases de dados da operação “sem prestar informações” sobre a existência de um processo formal para isso ou o sobre o objetivo da medida. Eles também disseram que ela pediu a liberação de um sistema usado no Paraná para gravar conversas telefônicas. A PGR já sabe que os procuradores de Curitiba abriram mais de mil inquéritos nos últimos cinco anos, que não foram encerrados. Além de equipamento de interceptação telefônica, a força-tarefa adquiriu três Guardiões, mas dois deles sumiram. Grande parte do acervo de gravações foi apagado no ano passado.
Há fortes indícios de distribuição de processos fraudada e outras ilegalidades. “É aquela história do ladrão que, flagrado, consegue confundir as pessoas gritando ‘pega ladrão’, enquanto bate em retirada”, ilustrou um ministro do STF, referindo-se à tática dos procuradores. No início da noite desta sexta-feira (26/6), divulgou-se que os correspondentes, em Brasília, dos colegas de Curitiba, renunciaram à sua posição no grupo de trabalho da PGR. Numa perspectiva alarmista, a confirmação da prática de atos desonestos e ilegais pelos procuradores da República pode implicar a anulação de condenações que se fundamentaram em fraudes e provas forjadas.

O procurador Deltan Dallagnol, para negar informações a Brasília alegou que seria preciso formalizar o pedido de dados — que foram solicitados formalmente, por ofício. Segundo ele, a cautela seria para evitar questionamentos e arguição de nulidades. Assim, os procuradores decidiram fazer uma consulta à Corregedoria sobre o objetivo da requisição, afirmou a TV Globo.”

A Lava Jato não pode agir em nome do combate ao crime, cometendo crimes. NÃO PODE SER USADA DE FORMA SELETIVA E POLÍTICA, COM VAZAMENTOS PROGRAMADOS NO PERIODO ELEITORAL PARA INFLUENCIAR RESULTADOS. LEMBRA DE ALCLMIN, MERENDA? PERDEU A ELEIÇÃO, FOI ABSOLVIDO. O procurador Augusto Arras tomou todas as precauções legais . A Lava Jato não está isenta e investigações e fiscalizações.

Jorge Roriz

“Finalmente, concordando com o PGR Augusto Aras. Por fim, ouço alguma autoridade do Ministério Público repetir o óbvio, aquilo que eu cansei de dizer: “A Lava-Jato não é um órgão”.l Rachel Sheherazade

“A rebelião que resultou no pedido de demissão do grupo de trabalho da Lava Jato se deu porque a PGR, através da subprocuradora Lindora de Araújo, passou a investigar irregularidades e fraudes praticadas pela força-tarefa de Curitiba. Consideram-se, há muito, um poder paralelo.” Reinaldo Azevedo.