Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Líder do governo detona a Lava Jato e foi alvo de busca e apreensão

A Polícia Civil cumpriu na manhã de hoje (16) um mandado de busca e apreensão no escritório político do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara, em Maringá (PR). A ação faz parte de uma operação do MP-PR (Ministério Público do Paraná)…. –

Segundo o MP, a investigação apura os crimes de lavagem de dinheiro e corrupção para “facilitar negócio no ramo de energia eólica”…. – Os supostos crimes ocorreu em 2014. e só agora ocorreu a busca e apreensão.

Ricardo Barros fez duras críticas a Lava Jato em uma entrevista concedida ao portal UOL.

“É claro que há uma parcialidade na posição da Lava Jato, todos sabem disso. É evidente, é visível. Tirou o Lula da eleição, produziu uma situação nova para o país, a interpretação [da lei] mudou… Era uma [interpretação], mudou para prender Lula. Passou a eleição, mudou para soltar Lula. Não precisamos fazer muito esforço para perceber ativismo político”, disse durante participação no UOL Entrevista, conduzido por Chico Alves e Tales Faria, colunistas do UOL.

“Nós estamos assistindo ao ativismo politico do Judiciário e do Supremo [Tribunal Federal]. {…) Isso sempre aconteceu, mas [está acontecendo] com muita intensidade de uns seis anos para cá. Um pouco antes da Lava Jato, nós já tínhamos sinais de que o Judiciário pretendia assumir o protagonismo.”… –

“O fato de já ter dois votos afirmando que ele [Moro] não foi isento já é uma leitura que a população precisa considerar”, disse o líder, se referindo ao julgamento da suspeição do ex-juiz em relação ao caso do triplex do Guarujá (SP), envolvendo Lula. “Não é para isso que existe o Judiciário. A Justiça é cega e, no caso da Lava Jato, tem olhado para uns [de forma] diferente do que olha para outros.”…

“Quem sabe quem não vai ganhar uma eleição no Brasil? O MP e o Judiciário, porque eles agem contra o cidadão no meio da campanha, prendem, fazem busca e apreensão, tiram a pessoa do processo político. E depois de alguns anos, se ficar provado que não era nada… Não era nada, bate nas costas. Nem pedir desculpa eles pedem”,

líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR)

Fonte: UOL