Lula, Lulinha e Portugal o elo da corrupção

Um relatório da Polícia federal indica que um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá se tornar o novo alvo de suas investidas.

Segundo o documento, anexado na Lava Jato, os principais financiadores da empresa Gamecorp, que pertence a Fábio Luís Lula da Silva, injetaram na firma ao menos R$ 103 milhões.

A cervejaria Petrópolis e empresas ligadas à Oi seriam os principais remetentes desses recursos.

A defesa de Lula diz que a Oi/Telemar é acionista da Gamecorp e participa de sua administração. Também faz ameaças para os juízes. Segundo eles o  sigilos bancários, mesmo quando quebrados, devem ser usados exclusivamente para investigação, não para “divulgação pública”.

“Serão tomadas todas as providências cabíveis para que as autoridades federais responsáveis por essa divulgação sejam punidas na esfera funcional, além de serem responsabilizadas por todos os danos causados à Gamecorp e a G4.”

A Oi diz que contrata a Gamecorp para serviços de produção do canal que exibe a programação da Oi TV e os direitos de transmissão do canal Play TV.

O grupo Petrópolis diz que os pagamentos se referem a “serviços prestados para implantação de TV corporativa” da empresa e também veiculação de publicidade.

Bem…

A Andrade Gutierrez foi a empreiteira que comprou por 4 milhões de reais a empresa de Lulinha, em 2005. Via Sergio Andrade, Lulinha vendeu à Telemar, do mesmo Sérgio, seu negócio de Ronaldinho. O MPF inocentou Lulinha.

O que já sabemos: a empreiteira Andrade Gutierrez pagou propina em seis obras, disse em depoimento de sua delação premiada na Operação Lava-Jato o ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco.

Segundo o delator,  engenheiro Mário Góes, apontado como operador de propinas, a empresa repassou quase R$ 5 milhões à Rio Marine, empresa de Mário Góes, simulando consultorias para a plataforma P-57.

Desse total, R$ 3,5 milhões seriam propina a Barusco.

 “Mas o negócio não deu certo, eo esquema de propina começou entre 2003 e 2004”.

A Zagope, empresa do grupo Andrade Gutierrez que atuava em Angola, fechou contrato com uma empresa na Suíça controlada por Mário Góes, mas que nunca prestou um serviço. O valor: US$ 6 milhões.

Mário Góes disse que recebeu das mãos de Antônio Pedro Campello, da Andrade Gutierrez, por duas ou três vezes de R$ 100 a R$ 200 mil em sua residência.

Mário Góes confessou ter destruído provas a mando de Barusco.

Informações da Folha e de Cláudio Tognoli/ Yhaoo.