Médica explica como funciona o tratamento de Parkinson com cannabis medicinal

Medicamentos são métodos eficazes de melhorar a qualidade de vida dos pacientes

São Paulo, abril de 2023 – Em 11 de abril é comemorado o Dia Mundial da Conscientização da Doença de Parkinson, doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. Além disso, é a segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo, ficando atrás apenas do Alzheimer. Como ainda não existe uma cura, os medicamentos à base de cannabis medicinal ganham força nesse cenário, ajudando a melhorar sintomas da patologia.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que aproximadamente 1% da população mundial com idade superior a 65 anos tem Parkinson. A doença leva ao surgimento de sintomas motores como tremor, rigidez, lentificação e perda de equilíbrio, além de diversos sintomas não motores, que acabam por comprometer a qualidade de vida dos pacientes.

A médica de Família especialista em Geriatria, Letícia Mayer, explica que a doença ocorre por causa da degeneração das células situadas numa região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem o neurotransmissor dopamina, responsável pelo controle da atividade motora do corpo (dos músculos), além de influenciar nas emoções, aprendizado, humor e atenção.

“Pesquisas científicas mostram que os canabinóides interagem com os receptores CB1 e CB2 do Sistema Endocanabinoide, modulando a liberação de dopamina no sistema nervoso central. Isso é uma esperança no tratamento da doença. Além disso, há o efeito neuroprotetor dos derivados da cannabis, muito positivo nas doenças neurodegenerativas, e o efeito, também demonstrado em estudos, de melhora de sintomas e qualidade de vida”, explica.

A médica pontua que, como não existem muitas alternativas terapêuticas, a cannabis pode ser uma aliada, já que possui poucos efeitos colaterais. “Tudo depende das particularidades do paciente e do estágio da doença, para indicar o tratamento mais adequado. Outro ponto positivo é que, com supervisão médica, muitas vezes conseguimos retirar medicamentos que causam mais riscos do que benefícios, como calmantes usados para regular o sono”, destaca a geriatra.

Um estudo publicado pelo Journal of Psychopharmacology, da Associação Britânica de Psicofarmacologia, feito por pesquisadores de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mostrou eficácia para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar em pacientes diagnosticados com a doença de Parkinson. O trabalho foi desenvolvido durante seis semanas em 21 pessoas, mas sem quadro de demência ou problemas psiquiátricos.

De acordo com Fabrízio Postiglione, CEO da Remederi, farmacêutica brasileira de cannabis medicinal, o Brasil é um dos países que mais produz pesquisas sobre a cannabis. “Quanto antes os pacientes tiverem acesso ao medicamento, melhor, pois as chances de sucesso aumentam. É um processo de educação social para todos os âmbitos que pode contribuir para mudanças concretas na legislação, favorecendo a produção e comercialização dos medicamentos de maneira acessível para garantir qualidade de vida a milhares de pessoas”, aponta.

Sobre a Remederi

A Remederi é uma farmacêutica brasileira, com o propósito de promover qualidade de vida por meio do acesso a produtos, serviços e educação sobre a cannabis medicinal. Com qualidade e produtos certificados, produzidos com selo GMP (de boas práticas de fabricação) e ISO 17065, oferece às pessoas acesso à terapia canabinóide, de forma simples, segura e fácil.

A empresa possui também o IEP – Instituto de Ensino e Pesquisa Remederi, que promove cursos com objetivo de educar profissionais da saúde a respeito de medicamentos à base de canabidiol. Com sede em São Paulo, atualmente conta com um time de mais de 25 colaboradores e prestadores de serviços. Mais informações nos canais sociais: Instagram, Facebook, LinkedIn e YouTube; e no site

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JORGE RORIZ