Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Ministro da Defesa faz proposta de urnas paralelas que vai tumultuar as eleições

As Forças Armadas apresentaram nesta quinta-feira, 14, no Senado, uma proposta de votação paralela no dia da eleição com cédulas de papel num suposto teste de confiabilidade do sistema eletrônico. A recomendação foi feita pelo ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, durante audiência convocada pelo senador governista Eduardo Girão (Podemos-CE). A sugestão segue a linha do discurso recorrente do presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, que tem colocado em dúvida a segurança do processo eleitoral, mesmo sem qualquer prova de falha ou fraude nas urnas eletrônicas.

O QUE O MINISTRO DA DEFESA QUER É TUMULTUAR AS ELEIÇÕES. SE ALGUÉM MAL INTENCIONADO VOTAR EM LULA NA URNA ELETRÔNICA E VOTAR EM BOLSONARO NA URNA DE PAPEL, SERIA “CONSTATADA A FRAUDE” PARA ANULAR AS ELEIÇÕES?

ELEIÇÕES PARALELAS É INACEITÁVEL.

“coronel do Exército Marcelo Nogueira de Sousa, disse que os militares estudaram os sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e detectaram uma série de possíveis ameaças.”

ISSO É MENTIRA. QUAIS SÃO AS POSSÍVEIS AMEAÇAS SUPOSTAMENTE DETECTADAS PELOS MILITARES ???

A única participação dissonante acabou sendo do representante da Transparência Internacional no Brasil, Michael Mohallem. Ele reforçou que, para a entidade, o sistema brasileiro de votação é seguro e criticou a pretensão das Forças Armadas de passarem a ser protagonistas no debate sobre o tema. “As Forças Armadas têm inúmeras atribuições de importância e grandeza para o País. Entre suas competências não há a de ser protagonista de reformas eleitorais, muito menos de revisoras da eleição. Se houver pretensão de se tornar um ator institucional com papel complementar de revisor do processo eleitoral seria uma iniciativa claramente inconstitucional”, declarou.

Uma auditoria do Tribunal de Contas de União (TCU) sobre mecanismos do TSE para proteger as eleições de “processos críticos”, como incidentes graves, falhas e desastres no sistema de votações, concluiu que até o momento não existem “riscos relevantes”, no âmbito da Justiça Eleitoral, à realização do pleito marcado para outubro. A constatação é resultado de uma terceira rodada da auditoria realizada pela Corte de Contas para avaliar segurança, confiabilidade, transparência e auditabilidade do sistema de votação eletrônica. As duas primeiras etapas também descartaram riscos, apesar de terem gerado recomendações pontuais ao TSE.

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