Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Ministro da Justiça vai apurar vazamento das mensagens que cita Jaques Wagner

O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que Polícia Federal abra um inquérito para investigar a divulgação das mensagens trocadas entre o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro.

Segundo o ministro, a investigação sobre o assunto está protegida por sigilo legal e, portanto, a divulgação dessas informações configura crime.

Os diálogos indicam que o ministro, então governador da Bahia, atuou em favor da OAS junto ao Ministério dos Transportes. Mostram também pedido de apoio financeiro a campanhas de aliados de Wagner, ALÉM DO AGENDAMENTO DE VIAGENS PARA LULA. LEO CITA 20 POLÍTICOS………
SE NA GRAVAÇÃO CITASSE CUNHA OU APENAS TUCANOS, SERÁ QUE O MINISTRO AGIRIA DA MESMA FORMA?

Qual a causa do sigilo?

 

Matéria do JN 

Investigadores da Lava Jato analisam troca de mensagens do ministro da Casa Civil,  Jaques Wagner com um dos condenados na operação, o empreiteiro Léo Pinheiro. Nessas mensagens, haveria negociação de apoio financeiro ao candidato do PT à prefeitura de Salvador em 2012. E também um pedido de ajuda ao ministro para liberar dinheiro do Governo Federal para a OAS.

As mensagens reveladas pelo jornal ‘O Estado de São Paulo’, foram encontradas nos telefones do ex-presidente da construtora OAS José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, que já foi condenado na Lava Jato.

O jornal cita uma mensagem trocada entre Léo Pinheiro e um celular identificado como sendo de Jaques Wagner, em 10 de outubro de 2012, sobre apoio ao candidato petista no segundo turno da eleição para prefeito de Salvador.

No dia seguinte, o candidato derrotado do PMDB à prefeitura, Mário Kertesz, marcou uma entrevista para anunciar a sua saída do partido e o apoio ao petista. No mesmo dia, Léo Pinheiro teria mandado a seguinte mensagem para Jaques Wagner: “assunto MK, preciso lhe falar”.

Léo Pinheiro já tinha usado a mesma sigla em uma mensagem anterior quando escreveu: “o endereço que filho me forneceu foi MK Street 3.600”. A suspeita dos investigadores, ainda segundo o jornal, é que o número 3.600 seria um valor pago e a sigla ‘MK’ o destinatário do dinheiro.

Em outra mensagem, de 21 de outubro de 2014, Léo Pinheiro pede a Jaques Wagner ajuda para falar com o então ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e liberar um recurso de mais de R$ 41 milhões referente a um convenio assinado em 2013. Nesse dia, Léo Pinheiro teria escrito: “governador, se for possível, peço seu apoio”.

Jaques Wagner teria respondido: “ok, vou fazê-lo. Domingo vamos ganhar com certeza”, escreveu Wagner, se referindo também ao segundo turno da eleição presidencial de 2014. Diante da resposta de Wagner, Léo Pinheiro avisa a um de seus executivos: “já falei com JW. Vai ligar para o PS”.

Os investigadores estão analisando as mensagens. Até agora, não há uma conclusão definitiva sobre as conversas nem um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal para investigar Jaques Wagner.

Em nota, o ministro Jaques Wagner disse que está absolutamente tranquilo de que a atividade política dele é exclusivamente baseada na defesa dos interesses do estado da Bahia e do Brasil.

Jaques Wagner também disse que está à disposição do Ministério Público e demais órgãos para esclarecimentos. E que repudia o que considera prática de vazamento de informações preliminares e inconsistentes.

A assessoria de Nelson Pellegrino informou que ele não quis comentar. Mário Kértez disse que as mensagens são cifradas e que não eram destinadas a ele – e que, por isso, não tem o que responder. O Jornal Nacional não conseguiu contato com a defesa de Léo Pinheiro.

  ( Fonte: Jornal Nacional)

 

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