NOTA PÚBLICA CONJUNTA - ENTIDADES DA PF

NOTA PÚBLICA CONJUNTA

As entidades representativas das categorias profissionais da Polícia Federal, abaixo assinadas, vêm a público esclarecer que a divulgação na mídia da proposta de servidores da Polícia Federal para a substituição do Diretor Geral Leandro Daiello, através de uma lista tríplice votada apenas por componentes do cargo de delegado, foi proferida exclusivamente pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF).

A ADPF, entidade privada que representa exclusivamente o cargo de delegados federais, e que somam (apenas) 10% de todo o efetivo do órgão, tem objetivo meramente corporativista de, mais uma vez, tentar impor a sua indicação para o cargo de Diretor Geral da Polícia Federal, em lista tríplice de sua escolha, visando o apoderamento institucional do órgão.

A Polícia Federal é constituída na área fim pela Carreira Policial Federal, integrada pelos cargos de Delegado, Perito, Agente, Escrivão e Papiloscopista, e na área meio pelos cargos de apoio administrativo, como administradores, economistas, engenheiros, técnicos, auxiliares, etc. todos com importante papel no funcionamento do órgão, que necessita de uma gestão participativa e democrática com todos os seus servidores.

As entidades esperam que a mudança que vier a ser realizada na direção geral da Polícia Federal obedeça aos critérios de meritocracia, competência e experiência em gestão administrativa e especialmente no funcionamento do órgão, para que atenda ao interesse público e ao princípio da eficiência constitucional e que eventual escolha em lista tríplice seja realizada com a participação de todo o efetivo do órgão, para que haja legitimidade na escolha.

A Polícia Federal, assim como os demais órgãos policiais do país, precisam ser reestruturados para que seus serviços sejam prestados com eficácia à população nas suas várias áreas de atuação, que vão além das atividades de investigação (como a Lava Jato) e envolvem também ações de prevenção aos crimes, policiamento de fronteiras, portos e aeroportos e em suas unidades por todo o Brasil.

As entidades asseguram que a Operação Lava Jato é uma investigação especial que envolve o trabalho de várias categorias, que vem desempenhando com comprometimento e competência suas atribuições definidas em lei, não sendo a troca da direção geral do órgão fator a interferir no seu prosseguimento.

Brasília, 14 de fevereiro de 2017.

Federação Nacional dos Policiais Federais – FENAPEF

Associação Brasileira dos Papiloscopistas Policiais Federais – ABRAPOL

Associação Nacional dos Escrivães de Polícia Federal – ANEPF

Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal – SINPECPF

Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais – APCF

Agência Fenapef

Os delegados da Operação Lava Jato, em Curitiba e Brasília, veem a possível troca do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, como um risco às investigações do mega esquema de corrupção na Petrobrás – com rombo que ultrapassa os R$ 40 bilhões.

“A coordenação da Lava Jato obviamente não apoia a saída do diretor-geral Leandro Daiello. Como apoiar um ato que vai contra o que vimos nos últimos três anos? O diretor-geral sempre se mostrou isento quanto às investigações, bem como fez as liberações de recursos que solicitamos”, afirmou o delegado Maurício Moscardi.

“Até mesmo quanto ao efetivo da operação, muito criticada, estamos sendo integralmente atendidos.”

Hoje são quase 60 policiais – entre delegados, agentes e peritos – que integram a Lava Jato, em Curitiba. “Quase 60 policiais em uma operação era uma realidade desconhecida para nós.”

Carta. Segundo o Estado apurou, delegados da PF que integram as operações Lava Jato, em Curitiba e Brasília, da Acrônimo e da Zelotes vão redigir uma carta pública manifestando apoio ao diretor-geral, declarando que confiam no seu trabalho e que “sua saída pode representar riscos às operações”.

O documento será assinado por aproximadamente 30 delegados que integram a linha de frentes dessas três operações de combate à corrupção, que têm agitado o País nos últimos três anos e provocaram uma reviravolta no mundo político.

Para os delegados da Lava jato, o movimento da Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) de propor a troca de Daiello é político e pode refletir negativamente para a polícia e as operações como a Lava Jato.( Estadão)

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