Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

O debate na Record

No debate promovido pela TV Record na noite deste domingo (30/09), os candidatos atacaram Haddad e Bolsonaro.

Mas o candidato Haddad não fez ataques a Bolsonaro.  O PT tem interesse de ter Bolsonaro no segundo turno por saber se mais fácil derrota-lo devido ao alto índice de rejeição.

Os ataques dos presidenciáveis:

Alckmin

“Os atos mostram o sentimento do povo brasileiro, que não aceita intolerância. A discriminação contra as mulheres será fragorosamente derrotada.”

“Metade da população não quer nem os radicais de direita nem os de esquerda. Que são os dois com maior rejeição. Nós vamos trabalhar para unir o Brasil. Esses radicalismos pode aumentar o desemprego, aumentar a pobreza, dificultar a retomada do crescimento brasileiro. União é a palavra nesse momento”, afirmou Alckmin.

“Tudo que o PT quer é ter o candidato de maior rejeição no segundo turno. O PT poupa o Bolsonaro. Tudo que quer é ter ele no segundo turno”, afirmou o tucano, após participar de agenda de campanha no Grajaú, na zona sul da capital paulista.

“Bolsonaro tem atitude antidemocrática, desrespeita as mulheres, índios, negros, a população brasileira. Com essa frase (sobre não aceitar uma eventual derrota), desrespeita o jogo democrático. Numa democracia, se não temos comprovação de que houve fraude, não se pode entrar no jogo se for para ganhar de qualquer jeito. Para mim, essas palavras só podem ser uma coisa: Bolsonaro fala muito grosso mas tem momentos que amarela. Amarela mesmo”, disse.

Dizer que vai convocar uma nova Constituição sem explicar para população brasileira quais as bases dessa convocação pode também significar ameaças a retrocessos à nossa democracia. Não queremos nenhum projeto que flerte com a Venezuela no Brasil”, afirmou a candidata da Rede.

“O Brasil não pode cair nos extremos. Esse é um momento difícil que precisa ser encarado pelos jovens libertários, pelas pessoas intelectuais, empresários democráticos”, disse a presidenciável durante caminhada na Av. Paulista.

CIRO

Já Ciro criticou a ausência de Bolsonaro no debate após a alta hospitalar e lembrou que ele, mesmo tendo sido submetido a um procedimento cirúrgico (mais simples, é claro), optou por participar do debate anterior usando até uma sonda. “Estamos assistindo todos os dias declarações anti-povo, antipobre. Ele (Bolsonaro) nem sequer dá direito à população brasileira, estando sadio. O Brasil não aguenta mais essa radicalização odienta”.

 

DACIOLO

Cabo Daciolo chamou o petista às falas quando ele não podia responder. “Tô conversando é com o Haddad aqui agora.””

Se dirigiu ao petista fora da pergunta que lhe foi dirigida por Guilherme Boulos para dizer que ele não é um líder como Lula e, como prefeito de São Paulo, foi rejeitado –e, por isso, não poderia pleitear a Presidência. O petista não pôde responder.

 

MEIRELLES:

“O Bolsonaro não gosta do Bolsa Família. E o vice dele quer acabar com o 13º.”