Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

O recado do presidente da Câmara para Bolsonaro

APÓS BOLSONARO CONTINUAR COM SEU DISCURSO NEGACIONISTA, O PRESIDENTE DA CAMARA E LÍDER DO CENTRÃO, ARTUR LIRA,  AMEAÇOU BOLSONARO COM O IMPEACHMENT. EMBORA ELE NÃO TENHA CITADO ESSA PALAVRA, NO DISCURSO, O IMPEACHEMENT É CHAMADO DE REMÉDIO AMARGO.

“Estou apertando hoje um sinal amarelo para quem quiser enxergar: não vamos continuar aqui votando e seguindo um protocolo legislativo com o compromisso de não errar com o país se, fora daqui, erros primários, erros desnecessários, erros inúteis, erros que que são muito menores do que os acertos cometidos continuarem a serem praticados”, disse.

“Os remédios políticos no Parlamento são conhecidos e são todos amargos. Alguns, fatais. Muitas vezes são aplicados quando a espiral de erros de avaliação se torna uma escala geométrica incontrolável. Não é esta a intenção desta Presidência. Preferimos que as atuais anomalias se curem por si mesmas”, prosseguiu o presidente da Câmara.

“Então, faço um alerta amigo, leal e solidário: dentre todos os remédios políticos possíveis que está Casa pode aplicar num momento de enorme angústia do povo e de seus representantes, o de menor dano seria fazer um freio de arrumação até que todas as medidas necessárias e todas as posturas inadiáveis fossem imediatamente adotadas, até que qualquer outra pauta pudesse ser novamente colocada em tramitação”, disse Lira.