O risco do calote interno e a crise de confiança

O risco do calote interno e a crise de confiança

Em sua coluna deste domingo, a jornalista Miriam Leitão alerta para o risco de calote. “Um fantasma ronda o Brasil. A dívida pública. Alta demais, alimentada por um déficit persistente, a dívida é a espinha dorsal da economia. Se houver uma crise de confiança na capacidade do Tesouro de honrá-la desmancham-se as empresas, os fundos de pensão, as aplicações das famílias, a economia brasileira”, diz ela.

“Se houver uma crise de confiança na capacidade do Tesouro de honrá-la desmancham-se as empresas, os fundos de pensão, as aplicações das famílias, a economia brasileira”, afirma

“É por isso, e não pelo humor do mercado, que o assunto precisa ser encarado com um plano crível, de longo prazo, de equilíbrio nas contas públicas”, afirma. “É preciso um plano que restaure a confiança de que no longo prazo o Tesouro vai equilibrar a dívida, o Brasil ficará menos desigual, a economia será sustentável do ponto de vista ambiental e mais integrada ao mundo. Um programa sério que enfrente a crise e aponte para o futuro e não ideias malucas que nos visitam por algumas horas até serem negadas.” ( O Globo).

“Uma fatura de R$ 643 bilhões em dívidas do governo federal vence entre janeiro e abril.
Com a pandemia, o governo teve de gastar mais e a dívida pública deve chegar no fim do ano ao equivalente a 100% do PIB.
Para pagar essa dívida, o governo precisa se financiar ainda mais e há desconfiança entre economistas sobre a capacidade de o País de emitir títulos diante da incerteza do ajuste nas contas públicas.” ( Estadão)

 

Em janeiro os adeptos de Bozo e seu ministro da economia , Paulo Guedes, vão sentir no bolso a grave crise financeira que já existe e está sendo maquiada para enganar tolos. “Vamos surpreender o mundo” ” o Brasil terá rápida recuperação”, “vamos vender estatais em 90 dias e fazer um trilhão em caixa” ( são algumas das promessas de Guedes),
A Covid afetou todos os países mas no Brasil a situação é pior.
Somos segundo no mundo em mortes e temos uma crise de confiança dos investidores. O Real foi a moeda mais desvalorizada no mundo e aqui bateu recordes de fuga de capitais de investidores estrangeiros.
O GADO BOLSONARISTA VAI ACORDAR pela “DOR NO BOLSO.”
E AINDA ASSIM QUEREM REELEGER BOLSONARO ?

O Brasil está dois níveis abaixo do grau de investimento. As três maiores agências – Moody’s, Fitch e Standard & Poor’s – tiraram o chamado selo de bom pagador no fim do governo da presidente Dilma Rousseff e depois ainda voltaram a rebaixar a classificação do País. O Executivo deveria levar a sério o risco de um novo rebaixamento.

Segundo relatório do BTG Pactual obtido pelo Estadão/Broadcast, será preciso cortar R$ 20 bilhões do gasto federal para evitar o estouro do teto.