O sigilo das delações

Muitos vão discordar do que vou escrever, mas não estou aqui para agradar e sim dizer o que penso.
Longe de mim de defender censura, mas
muita gente reclama do sigilo e esquecem de alguns detalhes:
01 – Tem parlamentar acusado sem provas
02 – Tem parlamentar acusado que é inocente.
03- Tem parlamentar culpado e sem provas.
04- Tem parlamentar acusado e com provas.
A quebra do sigilo pode prejudicar as delações. Porque se um delator sabe o que o outro disse, poderá destruir provas. ou se preparar melhor para a defesa.

A legislação diz que na medida em que as informações forem checadas, comprovadas, documentadas, aos poucos o conteúdo deve ser divulgado.
Isso é prudente.
Os que defendem a quebra do sigilo imediato desejam colocar o país ingovernável, demitir ministros,prejudicar a imagem do país e a economia,afastar funcionários, fechar o congresso, parar as votações na Câmara e senado, apenas por declarações de delatores que ainda não foram comprovadas.
Ninguém ainda foi condenado. Cada caso é um caso.

Tem gente que diz, Temer mandou fazer o sigilo para se proteger.
Grande bobagem. Se comprovada a culpa ele somente será punido após o término do mandato.
E a única acusação contra ele “citado 77 vezes” como diz a petralhada é :um delator sem credibilidade afirma que “um amigo dele recebeu dez milhões para a Campanha”. Sem provas, depósito, vídeo ou cheque que comprove isso.
Vale lembrar que muitos delatores mentiram e voltaram atras nas suas próprias afirmações.
Com tudo isso, a quebra do sigilo pode ser feita,
e eu concordo que seja feita, mas a decisão é do PLENÁRIO DO STF e não de forma unilateral pela ministra Carmen Lúcia.Ela não poderia assumir essa responsabilidade sozinha.

Existe quem acredite que as 77 delações (pelo volume de informação que será checado) foi uma armação e invenção de Marcelo Odebrecht e Lula, para que a decisão demore e os crimes prescrevam, além de causar sérios tumultos ao país.

Já imaginou um ministro ser acusado, demitido e posteriormente comprovada a sua inocência?

Jorge Roriz.

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