Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

O teatro irresponsável de Bolsonaro para atiçar o gado. Baixar preço dos combustíveis

Dizer que vai baixar os preços dos combustíveis apenas por vontade e por decreto   é comparável ao  governo decretar que a partir de hoje o salário mínimo será R5 10.000,00. ( As empresas quebraria, o próprio governo quebraria já que pensões e aposentadorias acompanham o SM).

Todos ficariam felizes, os pobres ficariam ricos, por decreto. Semelhante ao Ministério da felicidade criado por Chavéz .

O preço da gasolina é fixo independente dos impostos e esse sobe constantemente por fatores internacionais. Dólar, preço do barril e outros fatores.
Se por exemplo o preço é 1,00 e aumenta para R$ 2,00. O preço será dois  reais mais os impostos.
Dos impostos, o PIS/Cofins é do governo federal e o ICMS é dos Estados que não é competência do governo federal interferir. No momento atual nem o governo e nem os estados estão em condições de reduzir a arrecadação
O objetivo de Bolsonaro com esse teatro de que vai baixar os preços do combustíveis são esses:
Atiçar o gado nas redes sociais
Colocar a culpa nos governadores
Passar a impressão ao povo que está sendo impedido de fazer o que deseja para o bem do povo
Se vitimar para alcançar adeptos. Criar uma farsa que os preços vão cair para acalmar os caminhoneiros e não ser realizada uma greve;
O populismo dilmista congelou os preços dos combustíveis por decreto e baixou o CIDE. A Petrobras passou a absorver o custo. Chegou a importar petróleo mais caro do que vendia
Isso teve como consequências, um prejuízo a Petrobras de 40 bilhões que se refletiu na quebra de empresas e mais desemprego no país e  o aumento elevado em intervalos curtos  para compensar o atraso do período que não  teve reajuste.

Os estados brasileiros já estão quase falidos e com a pandemia a a situação piorou.
Claro que os estados não vão abrir mão da receita do ICMS.
O preço dos combustíveis depende do preço internacional do barril e do dólar. Se ocorrer interferência política para implantação de um preço popular artificial, os investidores internacionais abandonam a Petrobras e as ações da empresa terão uma forte queda.
Na semana passada, o anúncio de uma mudança na periodicidade dos reajustes provocou repercussões negativas no mercado financeiro, com a queda dos valores de ações da empresa.
Bolsonaro em raro momento de lucidez afirmou:

“Jamais controlaremos preço da Petrobras. A Petrobras está inserida no contexto mundial com suas políticas próprias, e nós a respeitamos (…) Somos um governo que não interferiremos em nada nessa política econômica de combustíveis da nossa Petrobras”, afirmou” Bolsonaro.

Fez isso a pedido de alguém ( Lira?) para acalmar o mercado, mas o prejuízo já tinha sido causado e a conta do prejuízo vai para o país.

Jorge Roriz