O uso de máscaras é eficiente para prevenir covid 19 ?

O uso de máscaras é eficiente para prevenir covid 19 ?
MÁSCARAS DE TNT TEM EFICIÊNCIA DE 97% USADAS APENAS POR PROFISSIONAIS DE SAÚDE. MÁSCARAS COM PANO DUPLO DE ALGODÃO ( MAIS INDICADA), EFICIÊNCIA DE 60%.
SEM MÁSCARAS, RISCO DE 100%.
MÁSCARAS DE OUTROS PANOS, SÃO INEFICIENTES OU EFICIÊNCIA MENOR QUE 60%

Pesquisadores da USP testam em ritmo acelerado os materiais que serão usados na produção de máscaras para prevenir a transmissão do coronavírus SARS-CoV-2 causador da covid-19. Os estudos indicaram as matérias-primas mais adequadas para a proteção de profissionais de saúde e da população em geral, com eficiência de até 97% na retenção do vírus. Com base nos resultados, o projeto (respire!, coordenado pelo Centro de Inovação da USP (InovaUSP), vai produzir 1 milhão de máscaras para 8 mil profissionais em hospitais, por meio de grupos e cooperativas de costureiras, mobilizadas pela empresa Tecido Social. As recomendações estarão disponíveis para indústrias, ONGs e pessoas interessadas em produzir máscaras caseiras com bom nível de proteção.

O professor Paulo Artaxo, do Instituto de Física (IF) da USP, um dos responsáveis pelo projeto, explica que o vírus da covid-19 tem em média 120 nanômetros de tamanho (1 nanômetro é 1 bilhão de vezes menor que 1 metro). “Já existem evidências científicas de que a eficiência na retenção para partículas tão pequenas varia muito entre máscaras de uma mesma classe e entre diferentes produtos usados para confeccioná-las”, conta. “O objetivo dos testes de diferentes máscaras é medir a sua eficiência para retenção de partículas nanométricas.”

“Alguns TNTs têm eficiência de 97% na retenção de partículas, similar ao material das máscaras necessárias para equipes médicas que lidam diretamente com pacientes contaminados. Outros se mostram piores que tecidos convencionais”, afirma Vanderley John.

Algumas máscaras de algodão grosso com camada simples, que são baratas e podem ser facilmente esterilizadas com fervura, podem ter eficiência de 60%”, descreve o professor da Poli. “Produtos com este nível de eficiência podem ser bons para quem sai à rua ou vai fazer compras e teria possibilidade de ficar exposto momentaneamente ao vírus, mas todos poderão se beneficiar de proteções maiores.”