Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Operação na Vila Cruzeiro é a 2ª mais letal da história do Rio – 22 mortos

Até a tarde desta terça-feira (24), 22 pessoas haviam morrido na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha: foi a segunda mais letal da cidade, ficando apenas atrás da que aconteceu no Jacarezinho, em maio de 2021, com 28 óbitos.

O comando da Polícia Militar afirmou que a operação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) estava sendo planejada há meses, mas foi deflagrada de modo emergencial para impedir uma suposta migração para a Rocinha.

O porta-voz da PM, coronel Ivan Blaz, lamentou a morte de uma moradora, mas defendeu a operação e a força empregada no confronto contra a facção que atua na Vila Cruzeiro.

“Precisamos desbaratar essa quadrilha, que é beligerante e já é hoje responsável por mais de 80% dos confrontos armados do Rio de Janeiro. Essa facção criminosa que opera ali na região da Vila Cruzeiro atua numa campanha expansionista em todo o nosso estado”, afirmou em entrevista ao Bom Dia Rio.

NENHUM POLICIAL MORREU. É POSSIVEL QUE INOCENTES MORADORES TENHAM SIDO MORTOS. O FUNÇÃO DA POLÍCIA É PRENDER, NÃO É MATAR
NÃO EXISTE PENA DE MORTE NO BRASIL

O MP instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar as circunstâncias das mortes ocorridas durante operação policial. O PIC determina que o comando do Batalhão de Operações Especiais (Bope) envie, em um prazo máximo de dez dias, o procedimento de averiguação sumária dos fatos ocorridos durante a operação. Devem ser ouvidos todos os policiais militares envolvidos e indicados os agentes responsáveis pelas mortes, além de esclarecer sobre a licitude de cada uma das ações letais.

A 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada também encaminhou ofício à Delegacia de Homicídios, recomendando que todas as armas dos policiais militares envolvidos na ação sejam apreendidas e enviadas para exame pericial, inclusive comparando com os projéteis que venham a ser retirados das vítimas.