Pastora oferecia filhas adotivas para pastores e transava com filho adotivo

Uma reportagem da GloboNews nessa quarta-feira (26) mostra o depoimento de um dos filhos da deputada federal Flordelis (PSD-RJ), acusada de assassinar o marido Anderson do Carmo, no ápice de uma rede de crimes envolvendo ela e alguns dos seus 55 filhos.

No relato, o homem afirma que manteve relações sexuais com a deputada logo quando foi adotado pela família, que morava numa casa do bairro Rio Comprido, na Zona Norte do Rio. Ele relata que Flordelis visitou seu quarto e eles tiveram relações sexuais.

O depoimento diz ainda que a pastora recebia em sua casa colegas pentecostais estrangeiros, e oferecia “como forma de recepção” as mulheres da sua casa – suas filhas adotivas – aos religiosos, que segundo a testemunha eram negros e falavam francês.

Acusada de mandar matar o marido, Flordelis convoca fiéis para culto e diz que ‘já já tudo vai ser esclarecido’

A Frente Parlamentar Evangélica vai iniciar nesta quarta-feira (26) conversas para decidir se a deputada Flordelis (PSD-RJ) vai continuar no grupo. “Vamos avaliar amanhã essa situação”, disse o deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), ao Congresso em Foco na noite de terça-feira (25).

A deputada é apontada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. A direção nacional do PSD já declarou que vai abrir processo de expulsão de Flordelis da sigla.

Na segunda-feira (24), a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSGI) e o Ministério Público do Rio cumpriram nove mandados de prisão e 14 de busca e apreensão contra 11 suspeitos de envolvimento no crime no âmbito da Operação Lucas 12. Como tem foro privilegiado, a deputada não foi alvo da operação. A imunidade parlamentar só permite prisões em caso de flagrante de crimes inafiançáveis. (…)

 

“Não fui julgada, nem condenada. Fui indiciada, denunciada pela Promotoria. Tenho direito de lutar para provar minha inocência, mas se cassarem meu mandato, estão me tirando o direito de lutar, porque vou para prisão.”

afirmou a deputada