Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Paulinha Abelha – O perigo da combinação de medicamentos

O que ocorreu com a cantora Paulinha Abelha, serve de exemplo para pessoas que ingerem muitos medicamentos, principalmente se não forem prescritos por médicos e acompanhada as reações através de exames. e observadas as compatibilidades da mistura. Um medicamento pode não causar mal, mas associado a outro, pode ser fatal ou sobrecarregar o fígado.

Algumas das substâncias ingeridas pela cantora:  um antidepressivo, um redutor de apetite, um suplemento alimentar, um regulador do sono , um estimulante, calmantes naturais, uma cápsula para memória e concentração e uma fórmula que promete inibir o apetite e reduzir medidas, que contém a erva asiática Garcinia Gambogia, que é potencialmente hepatóxica e pode levar a uma hepatite fulminante.

Na receita também constava um combinado do farmaco orlistate com morosil – um extrato de suco de laranja vernelho que combate a gordura localizada. Seus componentes inibem as enzimas do fígado, dificultando que o órgão exerça a sua função.

Segundo uma reportagem do “Domingo Espetacular” exibida no último domingo, 6, o exame indicou uma necrose do fígado  poderia corresponder a uma “injúria hepática induzida por medicamentos”.

Na receita  fornecida pela  nutróloga da artista, consta  17 substâncias que, combinadas, poderiam ter sobrecarregado o funcionamento do seu fígado.

A nutróloga da cantora informou a reportagem do “Domingo Espetacular” que Paulinha Abelha iniciou o tratamento com ela em 2020, e que “todos os medicamentos prescritos para a paciente o foram dentro de todos os protocolos médicos previstos para o quadro clínico que esta se apresentava”.

 

Na receita também constava um combinado do farmaco orlistate com orosil – um extrato de suco de laranja vernelho que combate a gordura localizada. Seus componentes inibem as enzimas do fígado, dificultando que o órgão exerça a sua função. De acordo com os médicos ouvidos pela reportagem, a associação medicamentosa criou uma alta demanda para ser processada, o que acabou sendo dificultado pelo uso do morosil.

O problema teria sido agravado pela possível aplicação de barbitúricos. Estes sedativos não constam na receita da nutróloga, mas foram encontrados no painel toxicológico. Em geral, são ministrados em hospitais.