Plano de vacinação brasileiro não atende a todos que desejam e precisam da vacina

Plano de vacinação brasileiro não atende a todos  que desejam e precisam da vacina

Muitos países já compraram de forma antecipada, milhões de doses de diversas vacinas, antes da aprovação de suas agencias reguladoras de saúde. A razão é muito simples. Não haverá uma produção imediata para atender as necessidades de uma imunização para todos.
Comprando diversas vacinas, isso aumenta a oferta para cada país.
O governo brasileiro assumiu compromisso de compra com apenas uma das vacinas:  A de Oxford/Astrazenica.
Para se ter uma ideia, quando se tem um contrato firmado previamente, após a aprovação da agencia reguladora, em no máximo 15 dias as vacinas podem ser aplicadas para a população. Quando não se tem um contrato, após a aprovação da ANVISA, a demora para o inicio da vacinação pode chegar a 4 meses,
Embora exista mais de 200 vacinas no mundo sendo testadas contra a Covid 19, quatro estão com maior chances de serem aprovadas com maior rapidez.

Das quatro, duas, a moderna e a Pfizer requer condições especiais de armazenamento. A Pfizer, menos 70 graus celsius, a Moderna, menos 20 graus celsos. e tem um custo muito elevado
As outras duas. a Chinesa Coronavac e a de Oxford requer uma temperatura apenas de menos 08 graus que atende as condições já existentes de nossos postos de saúde.
Após anunciar a compra das vacinas chinesas, o ministro da saúde, teve que voltar atrás, porque o governo brasileiro disse que não compraria a vacina chinesa.
Recentemente, o secretário secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo de Medeiros, afirmou que sendo aprovadas pela Anvisa, não descarta nenhuma vacina. A pergunta que fica no ar é:  Por que o governo não assina o contrato com as outras vacinas, e em especial com a chinesa que possui custo baixo e não requer condições especiais de armazenamento ?
O que temos de concreto é: 100,4 milhões de doses com o consórcio Oxford/Astrazeneca e mais 42,5 milhões no âmbito do grupo Covax Facility, organizada pela OMS que reúne governos e empresas de diversos países”.

No esboço do plano de vacinação do governo, previsto para iniciar em março, haverá 4 etapas:
Na primeira, trabalhadores da saúde, idosos a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em asilos e instituições psiquiátricas, e população indígena.

Na fase dois, pessoas de 60 a 74 anos.

Na fase três, pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da doença, como portadores de doenças renais crônicas e cardiovasculares.

E, por último, entrarão professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e população carcerária.
E como ficará o resto da população que não estão incluídas nas citadas fases? Lembramos que a vacina requer duas doses. 142 milhões de doses só atende a pouco mais de  70 milhões dos mais de 210 milhões de habitantes do Brasil.

Jorge Roriz.