Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Por que a carne não deve ser consumida com frequência?

Com o Dia Mundial Sem Carne se aproximando, Henrique Marques de Almeida Rolim, coordenador do curso de Gastronomia do UDF, aponta os riscos do consumo excessivo;

Distrito Federal, 16 de março de 2022 – Não se pode negar que a carne é um alimento extremamente nutritivo, principalmente em minerais e vitaminas lipossolúveis, além de ferro, zinco e vitaminas B6 e B12, que são importantes para o bom funcionamento do organismo. O Brasil é o maior produtor de proteína animal do mundo e o consumo de carne faz parte da cultura dos brasileiros, mas apesar de estar presente na mesa de muitas pessoas, o consumo em excesso pode trazer sérios problemas à saúde.

Segundo o professor Henrique Marques de Almeida Rolim, coordenador do curso de Gastronomia do Centro Universitário do Distrito Federal – UDF, por mais que a carne seja um componente nutricional importante para o organismo, a ingestão em excesso pode ocasionar diversos problemas.

“Consumir com frequência, principalmente carnes vermelhas, pode trazer problemas, entre eles: renal, hepático e coronariana, como alterações nos níveis de colesterol e hipertensão, além de outros prejuízos para o sistema circulatório, rins e fígado, podendo facilitar também o desenvolvimento de câncer e tumores”, explica.

Atualmente, cortes de carne como patinho, estão em alta no mercado consumidor por possuírem um teor muito baixo de gordura, mesmo assim, não é somente o corte específico que faz com que a saúde de muitos seja prejudicada pelo consumo excessivo de carne. De acordo com o professor do UDF, a forma de cozinhar, bem como os ingredientes utilizados para elaborar o preparo, podem transformar uma carne magra em uma verdadeira bomba calórica.

“Vejamos como exemplo o próprio patinho preparado à milanesa, onde faz com que uma carne até então magra, se transforme num alimento muito ruim, se consumido de forma exagerada”, esclarece.

Para o coordenador do curso de Gastronomia, apesar da proteína de origem animal ser muito específica, o consumo de leguminosas como grão de bico, soja, lentilha, ervilha, feijão entre outras, bem como o consumo de quinoa, cogumelos e derivados de soja como o tofu, podem, de alguma forma, suprir a necessidade do consumo de carnes vermelhas de forma mais saudável.

O professor ressalta que além do fator econômico, para o Brasil, uma vez que o país é o maior produtor de proteína animal do mundo, bem como os aspectos culturais enraizados na sociedade, onde o consumo de carne é algo muito importante, inegavelmente a questão da saúde é algo que vem preocupando cada vez mais o mercado consumidor.

“Nas camadas mais abastadas economicamente do país o consumo de carne é precedido de conceitos muito atuais de sustentabilidade, ou seja, o mercado consumidor quer saber como o animal foi criado, abatido, sua carne armazenada e se o produtor tem preocupação com todas as partes da cadeia produtiva. Isso é cada vez mais importante para o mercado consumidor, que hoje tem total consciência da importância de se conhecer a procedência do que se come” salienta.

 

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