Por que Gilmar Mendes tem razão ?

Por que Gilmar Mendes tem razão ?

Embora as mortes causadas por Covid 19 atinjam pessoas de todas as idades e classes sociais, números oficiais, comprovam que no Brasil e nos EUA, 70% dos mortos da Covid 19 são negros e pobres, portanto, a maior parte das mortes atingem uma determinada categoria de classe social e raça, combatíveis com a definição de genocídio

Isso acontece por questão de saúde, ( comorbidades), moradias insalubres, muitas pessoas em um só cômodo, falta de água para lavar as mãos, falta de acesso a informação e de alimentação adequada com baixa imunidade.
O Ministério da Saúde, só usou 11 bilhões dos 40 bilhões disponíveis para o combate a doença. Com dinheiro sobrado e sem uso, por que o Brasil é o país que menos testa covid 19 no mundo? ISSO É FEITO PARA MATAR MAIS PESSOAS? SE NÃO, É O QUE PARECE. Bolsonaro vetou o uso obrigatório de máscaras, faz aglomerações, receita remédio não aprovado pela ciência. Bolsonaro age como se fosse assessor do vírus. Seria absurdo considerar isso um genocídio?

Gilmar Mendes não disse que o Exército comete genocídio. Ele advertiu o Exército para não ser associado a genocídio. O Ministério da Saúde é militar. Quantos militares trabalham lá ?

O que disse Gilmar Mendes :  “não podemos mais tolerar essa situação que se passa no Ministério da Saúde”. “Não é aceitável que se tenha esse vazio. Pode até se dizer: a estratégia é tirar o protagonismo do governo federal, é atribuir a responsabilidade a estados e municípios. Se for essa a intenção, é preciso se fazer alguma coisa. Isso é péssimo para a imagem das Forças Armadas”, destacou. “É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. É preciso pôr fim a isso.”

O ministro do STF Gilmar Mendes divulgou uma nota para explicar sua declaração de que o Exército se associou a um “genocídio” na gestão da pandemia do coronavírus. “Não atingi a honra do Exército, da Marinha ou da Aeronáutica”, disse. “Apenas refutei e novamente refuto a decisão de se recrutarem militares para a formulação e execução de uma política de saúde”

Nota de Gilmar Mendes:

“Ao tempo em que reafirmo o respeito às Forças Armadas brasileiras, conclamo que se faça uma interpretação cautelosa do momento atual. Vivemos um ponto de inflexão na nossa história republicana em que, além do espírito de solidariedade, devemos nos cercar de um juízo crítico sobre o papel atribuído às instituições de Estado no enfrentamento da maior crise sanitária e social do nosso tempo.

Em manifestação recente, destaquei que as Forças Armadas estão, ainda que involuntariamente, sendo chamadas a cumprir missão avessa ao seu importante papel enquanto instituição permanente de Estado.

Nenhum analista atento da situação atual do Brasil teria como deixar de se preocupar com o rumo das nossas políticas públicas de saúde. Estamos vivendo uma crise aguda no número de mortes pela COVID-19, que já somam mais de 72 mil. Em um contexto como esse, a substituição de técnicos por militares nos postos-chave do Ministério da Saúde deixa de ser um apelo à excepcionalidade e extrapola a missão institucional das Forças Armadas.

Reforço, mais uma vez, que não atingi a honra do Exército, da Marinha ou da Aeronáutica. Aliás, as duas últimas nem sequer foram por mim mencionadas. Apenas refutei e novamente refuto a decisão de se recrutarem militares para a formulação e execução de uma política de saúde que não tem se mostrado eficaz para evitar a morte de milhares de brasileiros.”

“Nós não podemos mais tolerar essa situação que se passa com o Ministério da Saúde. Pode ter tática, pode ter estratégia em relação a isso, mas é impossível! Não é aceitável que se tenha esse vazio no Ministério da Saúde. Pode-se até dizer: ‘Ah, a estratégia é tirar o protagonismo do governo federal; é atribuir a responsabilidade a estados e municípios. Se for essa a intenção, é preciso fazer alguma coisa. Isso é ruim! É péssimo para a imagem das Forças Armadas! É preciso dizer isto de maneira muito clara: o Exército está se associando a este genocídio. Não é razoável! Não é razoável para o Brasil! É preciso dizer. É preciso por fim a isso.”