Prioridade da Argentina não é OCDE por isso Brasil será indicado pelos EUA

A promessa de que os EUA apoiariam o pleito brasileiro de entrada na OCDE foi feita em março, durante a visita do presidente Jair Bolsonaro a Donald Trump, na Casa Branca. Em agosto, no entanto, a agência Bloomberg revelou que o secretário de Estado, Mike Pompeo, enviara carta à organização na qual manifestou o apoio dos EUA à entrada da Argentina e da Romênia, sem menção ao Brasil. A posição americana frustrou o governo brasileiro na época.

Agora o presidente dos EUA passou a apoiar o Brasil.   Depois da vinda à tona da carta de Pompeo, o secretário de Estado e Trump reiteraram o apoio ao Brasil, mas novamente sem se comprometer com prazos ou estabelecimento de um cronograma que abarque previsão de entrada para os demais candidatos.

Autoridade do departamento de Estado americano afirmou, em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira, 16, que a decisão tem relação com o fato de a Argentina dar mais importância, neste momento, à renegociação da dívida pública do que à adesão à OCDE. “Ao mesmo tempo o Brasil realmente queria seguir adiante nisso, então apoiamos fortemente a candidatura deles. Mas são duas ações independentes”, afirmou a fonte da diplomacia americana.

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