Projetos do golpe - Armar população e general PM

Dois projetos de lei preveem a criação de cargos de general para a Polícia Militar e mandato de dois anos para os comandantes e impõem condições para que governadores possam demiti-los, são ilegais, inconstitucionais e não tem apoio do exército. É NA VERDADE UM GOLPE EM ANDAMENTO.
A IMAGINAÇÃO BOLSONARISTA NÃO PARA DE CRIAR PROJETOS INCONSTIUCIONAIS PARA ATENDER SEUS OBJETIVOS ESCUSOS.
DEPOIS QUANDO STF BARRA A PROPOSTA, ELES FICAM CRITICANDO O STF QUE “NÃO DEIXA BOLSONARO GOVERNAR” BOLSONARO QUER GOVERNAR RASGANDO A CONSTITUIÇÃO.

“É uma proposta intempestiva, completamente precipitada e sem justificativa real para que esteja sendo apresentada agora, sem uma discussão prévia”, disse ao Estadão o general Santos Cruz, demitido da Secretaria de Governo no início da gestão de Jair Bolsonaro e ex-secretário Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça do governo Michel Temer.

Segundo o jornal Estadão, Generais da ativa ouvidos sob condição de anonimato dizem que as PMs são forças auxiliares das Forças Armadas, como está previsto na Constituição, razão pela qual, se os projetos forem aprovados, podem provocar um grave problema de hierarquia. o policial pode não aceitar a ordem do militar por ter uma patente maior ou por se considerar do mesmo nível hierárquico.

Também é prevista a constituição de um Conselho Nacional de Polícia Civil ligado à União. Os projetos alteram o processo de escolha dos comandantes das polícias, que deixaria de ficar a cargo dos governadores que detêm a prerrogativa sobre a segurança pública e são os chefes maiores da PM e da Polícia Civil. A sugestão, segundo os projetos, é que a nomeação saia de uma lista tríplice indicada pelos oficiais.

O substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 4.463/2001, que trata das mudanças na estrutura da PM tem como relator o deputado Capitão Augusto (PL-SP), líder da bancada da Bala e aliado do governo.

Em entrevista a Maria Teresa Cruz, do Jornal Brasil Atual, Souza, que é doutor em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano, e mestre em Direitos Humanos pela Universidade de São Paulo (USP), avalia que não há nenhum exagero em pensar que as propostas revelam um “golpe já em andamento”. “Certeza que esse projeto é um passo solene e firme dado em direção a uma ruptura institucional”. A opinião do ex-tenente-coronel encontra respaldo entre outras vozes de estudiosos da segurança pública.