RÚSSIA ADOTA POSTURA DE INDIFERENÇA DIANTE DE ELEIÇÕES AMERICANAS

Para especialista da ESPM, principais estratégias americanas em relação a Rússia não mudarão, independentemente do candidato vencedor

São Paulo, 27 de outubro de 2020 – Acusada de interferência nas eleições de 2016, a Rússia adotou uma postura de indiferença sobre o pleito nos Estados Unidos. Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que o mandatário Vladimir Putin não assistiu ao último debate e que lamentava a postura anti-Rússia do democrata Joe Biden e do republicano Donald Trump. Após as polêmicas há quatro anos, os russos ampliaram a discrição sobre o assunto, declarando que as eleições americanas são um problema dos eleitores locais e não apoiando abertamente nenhum dos candidatos.

Para Gabriel Adam, professor de Relações Internacionais da ESPM Porto Alegre, a postura anti-Rússia já era esperada e a hostilidade em relação ao Kremlin permanecerá independentemente do candidato vencedor. “Tanto Biden quanto Trump são homens brancos com mais de 70 anos — o que significa que eles cresceram em um ambiente com mentalidade de Guerra Fria. O espectro da Guerra Fria ainda não desapareceu nos Estados Unidos, mesmo após 30 anos da queda do Muro de Berlim. E essa geração de políticos faz questão de manter essa mentalidade em evidência”, afirma.

Apesar da continuidade da postura hostil ser provável, Adam afirma que a estratégia de política externa de Trump deixa os russos mais confortáveis. “Trump tem uma estratégia mais isolacionista, que busca reduzir a presença americana no exterior e, em especial, na Europa. Observamos isso na recente retirada de tropas da Alemanha, por exemplo. Isso deixa os russos mais confortáveis para se aproximarem da União Europeia. Já Biden tende a prosseguir com as linhas de atuação já adotadas pelos ex-presidentes Barack Obama e George W. Bush, de cercar a Rússia geopoliticamente por meio de alianças multilaterais”, diz.

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