Senadores elogiam relatório de Anastasia – A votação para aprovar o relatório será hoje (04/08)

O relatório de Anastasia será votado pela comissão nesta quinta-feira (4), em sessão marcada para as 9h. Os líderes partidários poderão orientar suas bancadas usando da palavra por até 5 minutos antes da votação. Para ser aprovado, tornando-se então o parecer da Comissão do Impeachment, o relatório precisa dos votos da maioria simples dos membros do colegiado. Depois, seguirá para a análise do Plenário. Caso a maioria simples dos 81 senadores decida pela continuidade do processo, a presidente afastada será julgada no fim do mês, em data ainda a ser definida

O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) elogiou o relatório de Anastasia, que avaliou como “competente e claro”. Para ele, o texto conseguiu demonstrar que a presidente afastada agiu com dolo e teve responsabilidade nos fatos denunciados, que, em sua opinião, afetaram negativamente o país.

– O discurso do ‘eu não sabia de nada’ não cola mais. Se não sabia, deveria saber. Mas Dilma e seus aliados não apenas sabiam de tudo, como [ela] comandou com mão de ferro as medidas inconsequentes, irresponsáveis e ilegais que nos levaram à pré-falência – afirmou.

Outros elogios ao relatório partiram dos senadores Waldemir Moka (PMDB-MS) e José Medeiros (PSD-MT). Para Moka, o texto é “irretocável e cuidadoso”, e para Medeiros, “robusto e forte”.

O senador Cássio Cunha Lima (PB), líder do PSDB, criticou as atitudes da defesa ao longo do processo de impeachment. Para ele, o Senado precisa concluir rapidamente o assunto, mas isso tem sido impedido pela atuação dos aliados de Dilma.

– Desde o início, o que se observa é a tentativa de obstrução dos trabalhos da comissão. Querem, com a indefinição desse julgamento, manter uma situação de instabilidade no país – afirmou.

O advogado João Berchmans Serra falou em nome da acusação. Ele referiu-se ao relatório de Anastasia como uma “obra-prima” e disse que não é possível querer “relativizar” os crimes de responsabilidade que são atribuídos à presidente afastada. Em sua visão, Dilma teve participação ativa em todos os fatos porque instalou no governo federal o “Dilmacentrismo”.

– As provas são conclusivas na ocorrência de crime. Não é necessário sequer lupa para comprovar que a presidente afastada não observou as regras mínimas necessárias da Constituição – afirmou o advogado.

Fonte: Agência Senado