Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Sem consultar Anvisa, Queiroga planeja antecipar o intervalo da dose de reforço

A decisão de antecipar a dose de reforço (3ª dose) não cabe a Queioga. Isso depende do que está na bula, da vacina depende da ANVISA e de estudos científicos que concluiu qual é o intervalo com maior eficácia. . Não cabe a Queiroga anunciar essa antecipação. Se a antecipação for feita sem critério científico ao invés de ser benéfica será prejudicial ou com menos eficácia. Com a palavra a ANVISA……….

Se um médico prescreve um remédio para eu tomar de dose em dose horas e eu resolvo antecipar o intervalo para tomar  de duas em duas horas, isso será prejudicial o mesmo pricípio se aplica a dose de reforço.

QUANDO O ESTADO DE SP ANTECIPOU O INTERVALO DAS DOSES, A ANVISA DIVULGOU A SEGUINTE NOTA
A agência lembra que as vacinas aprovadas no Brasil são a forma mais eficaz de evitar a disseminação do vírus da Covid-19. A nota ressalta, porém, que um período de intervalo menor entre doses deve ser considerado desde que sustentado por “por dados epidemiológicos, com adequado monitoramento das reações adversas e com a condução de estudos de efetividade das vacinas”.

A Anvisa ainda levanta dúvidas sobre a segurança da medida. “No momento, não sabemos se os benefícios superam os riscos para o uso de reforço no intervalo de 4 meses para todos os adultos com 18 anos ou mais, independente da vacina ofertada e do esquema vacinal primário”. Há, inclusive, o alerta de que a redução generalizada do intervalo de aplicação do reforço das diferentes vacinas contra a Covid-19 poderia favorecer o aumento e o aparecimento de reações adversas.