Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

STF em suspeição

Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP com especialização em Paris, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

 
“Contribuir para a defesa da Democracia e da Liberdade, traduzindo um País com projeção de Poder e soberano, deve ser o nosso Norte.” (General Marco Antonio Felício da Silva).
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marco Antonio Felício da Silva
Não é de hoje e sem qualquer pudor que o STF vem sendo aparelhado pelos governos do PT, principalmente, tendo em vista a blindagem de Lula e da atual presidente em face da possível evolução da investigação do Petrolão atingi-los como criminosos em  verdadeiro mar de lama que envergonha o País.
O último episódio dessa escabrosa novela desenvolveu-se durante e logo após a última sessão da mais alta corte do Poder Judiciário, julgando procedimento instaurado pela Câmara Federal, que representa a Nação, enfatizo, com o fito de dar sequência a um pedido de impeachment, por crime de responsabilidade, da atual Presidente Dilma Rousseff.
O ministro relator Edson Fachin, evitando principalmente a ingerência em outro Poder , o Legislativo, e respeitando suas normas internas, aprovou a continuidade do processo iniciado pelo Presidente da Câmara, sendo contestado e derrotado, ao final do julgamento, pela argumentação do Ministro Roberto Barroso. A Corte, então, por maioria, decidiu em favor do governo, revertendo o voto do relator Edson Fachin.
Análises publicadas na Mídia, entre elas a da coluna ‘VEJA Bem’, com Felipe Moura Brasil (), desmascaram, de forma irrefutável, o voto oral e escrito do Ministro Barroso sobre o rito de impeachment, taxando-o de ¨argumentação fraudulenta¨, pois, baseada em adulterações e omissões do que está escrito na Lei e no regimento interno da Câmara. Fraude aceita, passivamente, pela maioria dos juízes coadjuvantes.
Porém, o mais contundente, e que confirma o que denunciamos quase diariamente, foi a entrevista, logo após o término da sessão, à Rádio Jovem Pan, do Ministro Gilmar Mendes, dirigindo-se duramente aos seus pares do Tribunal. Afirmou Gilmar Mendes: “Lembra que eu tinha falado do risco de cooptação da Corte? Eu acho que nesse caso isso ocorreu… diante desse quadro de grave crise de corrupção, nós vamos ficar fazendo artificialismos jurídicos para tentar salvar, colocar um balão de oxigênio em alguém que já tem morte cerebral”. E prossegue, acusando o aparelhamento do STF: “É claro que há todo um projeto de bolivarização da Corte. É evidente que, assim como se opera em outros ramos do Estado, também se pretende fazer isso no Tribunal e, infelizmente, ontem (17/12) nós demos mostras disso…o Tribunal acabou chancelando uma política fisiológica”.
Enquanto isso ocorre às claras e comprovadamente, o País continua ladeira abaixo, pleno de descalabros de toda sorte, incluso com a permanência de uma presidente rejeitada pela grande maioria da população, ilegitimada, desacreditada, pois, inepta e mentirosa, com índices econômicos cada vez mais preocupantes e contínua grave crise política e social (cerca de 6000 desempregos diários, inflação em alta, recessão cavalar, rebaixado pelas agências de investimentos, falência da infraestrutura, caos na educação e na saúde), gerando desconfiança, insegurança e instabilidade geral.
E, irritantemente, ainda há gente que se diz preocupada com o País, acreditando em instituições sólidas, poderes harmônicos, legalidade e sistema democrático com equilíbrio político a base de freios e de contrapesos. Estes ou não tem o necessário discernimento pra acompanhar o que ocorre no Brasil ou apoiam o esquizofrênico governo que, infelizmente, aí está a desgovernar.

 

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