Tragédia anunciada – Outras mortes dentro de presídios estão previstas

Nesta madrugada, motim na PAMC  em Roraima terminou com 33 presos assassinados na unidade prisional. A maioria das vítimas foi decapitada, desmembrada ou teve o coração arrancado. Os corpos foram jogados em um corredor que dá acesso as alas. De acordo com informações do governo, os detentos quebraram os cadeados e invadiram a Ala 5, a cozinha e o cadeião, onde estavam os presos de menor periculosidade e mataram os detentos. Agentes penitenciários afirmam que não houve fugas.

O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, afirmou na manhã desta sexta-feira, 6, que a morte de 33 presos na Penitenciária Agríciola de Boa Vista (PAMC), em Roraima, não foi provocada por retaliação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) contra integrantes da Família do Norte (FDN).

 

AS MORTES DOS MEMBROS DO PCC PODEM SER A CONTINUAÇÃO DA RETALIAÇÃO DA FDN OCORRIDA NO ESTADO DO AMAZONAS  CONTRA MEMBROS DO PCC……….. A FDN CONTINUA ELIMINANDO A ORGANIZAÇÃO RIVAL……..(JR)

 

Segundo ele,  na unidade só havia membros do PCC, uma vez que integrantes do FDN teriam sido transferidos pelo governo de Roraima após uma rebelião em 2016. “Primeiro que nesse presídio houve separação entre as facções, segundo as informações que nos foram passadas”, afirmou.

Segundo Moraes, “todos (que estavam na prisão) eram da mesma facção, todos eram do PCC”, afirmou o ministro, durante apresentação do Plano Nacional de Segurança Pública, em Brasília.  “A informação que nós temos é que foi um acerto de contas interno.” O ministro falou nesta manhã detalhes do novo plano de segurança e só se manifestou sobre o massacre duas horas após o início da apresentação.

Último relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgado em 2014, classificava de “péssimas” as condições da PAMC. Segundo o CNJ, o local tem capacidade para 750 detentos, mas abrigava 1.398. O problema da superlotação atinge as penitenciárias do Estado de uma maneira geral. O déficit do sistema prisional de Roraima é de 942 vagas. Há no Estado 17 presídios – incluindo os presos que estão em delegacias que abrigam 2.144 presos, ante 1.202 vagas.