Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Três cachorros, na Bahia,  salvaram a vidas de  quatro pessoas 

Na cidade de  Trancoso, interior da Bahia,  duas cadelas treinadas ajudaram policiais a encontrar empresário italiano perdido na mata.

E em Feira de Santana, um cãozinho de 11 anos foi o primeiro a perceber que a casa da família estava pegando fogo, levando um pano em chamas até a cuidadora de dois idosos. Assim ela percebeu o incêndio e se salvou junto com os idosos.

A polícia encontrou Paolo Razelli, de 53 anos, no meio da mata, em Trancoso, no sul da Bahia. O empresário italiano, que mora há sete anos na região, ficou quatro dias desaparecido. Estava desidratado e desorientado.

Duas cadelas, a  Surah, de 3 anos, e de Bruna, de 2 anos, com o faro apurado e treinado, localizou o empresário desaparecido.

“Foi apresentado, mais uma vez, o odor do desaparecido para os cães de busca e a cadela K9 Surah, da raça bloodhound, conseguiu trilhar por dentro da mata e, graças a Deus, atingiu o objetivo com êxito, encontrando o desaparecido”, conta Alexandre Costa, comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar. A família tinha entregue ao PMs palmilhas de sapato e camisas de Paolo.

Surah e Bruna têm mais três parceiros no canil. Na Idade Média, cães com essas características eram usados para farejar cervos e javalis. Hoje, são treinados para localizar drogas, explosivos e também rastrear pessoas.

“Ele trabalha de forma lúdica. Ele não tem o desgaste do trabalho, ele está fazendo ali como se fosse uma brincadeira, ele faz tudo para poder receber aquela bolinha, aquele brinquedo, aquele afago. Então, é um trabalho bastante gratificante, importante para a segurança pública, para a medicina”, continua o comandante.

O Caso de Feira de Santana

Bob o  cãozinho de 11 anos foi o primeiro a perceber que a casa da família estava pegando fogo, ele  dormia com a professora aposentada Aline Lustoza, de 83 anos no quarto e o marido, Ivaldo.  Ao ver o fogo, que começou no ventilador, o cãozinho levou ao quarto ao lado um pano em chamas. Era onde estava a cuidadora Luciene Oliveira e Ivaldo Lustoza, de 86 anos. Nenhum deles tinha percebido nada. Só com o aviso de Bob é que conseguiram escapar.

“Quando eu o vi com o paninho, eu fui até o quarto, estava o ventilador já em chamas. Foi aí que eu chamei dona Aline: ‘Dona Aline, levanta, que está pegando fogo’. Ela veio, saiu, e a gente tentando apagar o fogo. Se não fosse Bob, a gente tinha morrido”, relembra a cuidadora.
Para mim, ele foi tudo. Tudo. Porque, se não fosse ele, eu não tinha acordado e nem a menina sabia que meu quarto estava pegando fogo. Então, para mim, ele é um herói”, conta Aline.

O casal de idosos, a cuidadora  Luciene e o caozinho,  Bob,  agora estão na casa de uma das filhas do casal.

“Uma gratidão por Deus, pelo cachorro e pela enfermeira, que salvaram meus pais. Graças a Deus, a Luciene e a Bob”, diz a filha do casal de idosos,  Ivaline Lustoza.

Foto Reprodução, cachorro Bob, Jornal Nacional