TSE cassa a Senadora chamada de Moro de Saias

or 6 votos a 1, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou nesta noite a cassação do mandato da senadora Juíza Selma Arruda (Pode-MT) e proibiu a parlamentar, conhecida como “Moro de saia”, de disputar novas eleições por um período de oito anos. Com a perda do mandato, o TSE também determinou que sejam convocadas novas eleições para senador em Mato Grosso para o preenchimento da vaga.

Eleita pelo PSL, parlamentar é acusada de ter gasto R$ 1,2 milhão não declarado à Justiça, Cabe recurso no próprio tribunal, mas medida não impede o cumprimento da punição.

Entre as pessoas que foram condenadas por ela estão políticos como o ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado, José Geraldo Riva

Após a cassação, não houve contato entre a senadora do PSL e Bolsonaro. Ela se lembra, porém, do comentário dele ao saber que a parlamentar era alvo de uma ação na Justiça Eleitoral. “Ele disse que fui ingênua e deu uma risadinha. Quer dizer, é óbvio que ele entendeu que eu não tive vontade de fazer sacanagem. Eu fiz mesmo foi uma trapalhada, mais parecida com ele que qualquer coisa”, diz…. –

 

Rigorosa com adversários, ela diz que foi ingenua  e não cometeu crime.  Justificou dizendo que não entende de política……

 

A Juíza Selma foi a candidata ao Senado mais votada em Mato Grosso, com 678.542 votos (24,65%). Na época, Selma e os dois suplentes estavam filiados ao PSL

O magistrado havia ressaltado que o fato de Selma Arruda ter sido juíza por décadas, “tendo inclusive exercido a função eleitoral”, reforça a gravidade das irregularidades. “Jamais se poderia cogitar desconhecimento das normas ora transgredidas.”

“Chama atenção a vultosa quantia de gastos que aconteceram antes da campanha sem a devida contabilização. Caixa 2 e abuso de poder econômico”, disse, em seu voto.”, disse o ministro Luis Felipe Salomão

desde a posse no Senado em fevereiro, se juntou ao grupo dos lavajatistas. O ministro Luís Roberto Barroso, um dos favoráveis à cassação, disse ter recebido mensagens de pessoas que atestavam a honestidade da senadora, mas afirmou que o voto do relator não deixa dúvidas de que houve infração à legislação e à jurisprudência do TSE.

A ministra Rosa Weber, última a votar, elogiou o voto de Fachin, mas divergiu. “De campanha ilícita jamais poderá nascer mandato legítimo, pois árvore malsã não produz senão frutos doentios”, disse, citando frase do jurista e procurador José Jairo Gomes.

Uma das últimas ações da senadora antes da decisão do TSE foi ter relatado nesta terça-feira o Projeto de Lei de autoria do Senador Lasier Martins (Podemos-RS) que prevê a prisão dos réus condenados em segunda instância para cumprimento de pena. O projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

 

Quem votou pela cassação Og Fernandes, relator do caso Luís Felipe Salomão, Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, Sérgio Banhos, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, presidente do TSE

Quem votou contra a cassação Edson Fachin… – O rigoroso da Lava Jato