Tuberculose – Informações sobre a doença – Tratamento e cura


 

CAMPANHA NACIONAL CONTRA A TUBERCULOSE, CLIQUE AQUI

 

Utilidade Pública ( Jorge Roriz.com)

Dicas e Curiosidades

– A tuberculose é uma doença que tem cura.

– A tuberculose é uma doença contagiosa, causada pelo Bacilo de Koch, que atinge de preferência o pulmão e se torna grave se não for tratada.

– A vacina contra a tuberculose chama-se BCG e deve ser aplicada logo após o nascimento.

– As pessoas que enfrentam condições de alimentação, habitação e saúde precárias têm mais facilidade em adquirir a doença.

– Os sintomas da doença são: tosse e escarro por mais de três semanas, falta de apetite, emagrecimento, dor no peito, suores noturnos, cansaço fácil e febre baixa, geralmente à tarde.

– O tratamento tem duração de seis meses e não pode ser interrompido.

– As pessoas que apresentam tosse frequente, por mais de três semanas, devem procurar imediatamente um Centro de Saúde ou o IBIT.

– Se alguém da família tem tuberculose, todos deverão comparecer ao Centro de Saúde mais próximo da sua casa, ou ao IBIT, para a realização de exames.

– O tratamento  é gratuito. Durante este período, os remédios e a alimentação são distribuídos para os doentes matriculados no Programa de Controle da Tuberculose do IBIT.

Fonte: IBIT – INSTITUTO BRASILEIRO PARA INVESTIGAÇÃO DA TUBERCULOSE – Unidade da Fundação José Silveira.

Fundado em 1937 pelo professor José Silveira em 1937. Referência Nacional no tratamento da doença; responsável pelo atendimento de 13% dos casos de tuberculose em Salvado, com percentuais de cura de 87% e 3% de abandono do tratamento. Índices melhores do que os recomendados pela Organização Mundial de Saúde. (OMS)

A Fundação José Silveira informa que NÃO realiza contato telefônicos com familiares e /ou responsáveis por pacientes internados no Hospital Santo Amaro, solicitando depósitos ou transações financeiras de qualquer especie.

 

Tuberculose

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e sistemas. No Brasil, a doença é um sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose. Anualmente, são notificados cerca de 10 milhões de novos casos em todo o mundo, levando mais de um milhão de pessoas a óbito. O surgimento da aids e o aparecimento de focos de tuberculose resistente aos medicamentos agravam ainda mais esse cenário. O principal reservatório da tuberculose é o ser humano. Outros possíveis reservatórios são gado bovino, primatas, aves e outros mamíferos.

Sintomas

O principal sintoma da tuberculose é a tosse na forma seca ou produtiva. Por isso, recomenda-se que todo sintomático respiratório – pessoa com tosse por três semanas ou mais – seja investigado. Há outros sinais e sintomas que podem estar presentes, como febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento e cansaço/fadiga. A forma extrapulmonar ocorre mais comumente em pessoas que vivem com o HIV/aids, especialmente entre aquelas com comprometimento imunológico.

Diagnóstico

Para o diagnóstico da tuberculose são utilizados os seguintes exames: baciloscopia, teste rápido molecular para tuberculose e cultura para micobactéria, além da investigação complementar por exames de imagem. O diagnóstico clínico pode ser considerado, na impossibilidade de se comprovar a suspeita de tuberculose por meio de exames laboratoriais. Nesses casos, deve ser associado aos sinais e sintomas, o resultado de outros exames complementares, como imagem e histológicos.

Transmissão

A tuberculose é uma doença de transmissão aérea – ocorre a partir da inalação de aerossóis. Ao falar, espirrar e, principalmente, ao tossir, as pessoas com tuberculose ativa lançam no ar partículas em forma de aerossóis que contêm bacilos.
Calcula-se que, durante um ano, numa comunidade, um indivíduo que tenha baciloscopia positiva pode infectar, em média, de 10 a 15 pessoas. Bacilos que se depositam em roupas, lençóis, copos e outros objetos dificilmente se dispersam em aerossóis e, por isso, não desempenham papel importante na transmissão da doença. Embora o risco de adoecimento seja maior nos primeiros dois anos, uma vez infectada, a pessoa pode adoecer em qualquer momento de sua vida.
A transmissão da tuberculose é plena enquanto o indivíduo estiver eliminando bacilos. Com o início do esquema terapêutico adequado, a transmissão tende a diminuir gradativamente e, em geral, após 15 dias de tratamento chega a níveis insignificantes. No entanto, o ideal é que as medidas de controle de infecção sejam implantadas até que haja a negativação da baciloscopia. Crianças com tuberculose pulmonar geralmente são negativas à baciloscopia.

Prevenção

A principal maneira de prevenir a tuberculose em crianças é com a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin), ofertada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).  Confira vacinas disponíveis contra a doença no SUS Outra maneira de prevenir a doença é identificar a “infecção latente de tuberculose”, que acontece quando uma pessoa convive com alguém que tem tuberculose. Neste caso, é necessário procurar uma unidade de saúde. Pessoas que possuem o bacilo recebem tratamento para prevenir o adoecimento.

Tratamento

A doença tem cura e o tratamento, que dura no mínimo seis meses, é gratuito e disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No tratamento, é preciso obedecer aos princípios básicos da terapia medicamentosa. A esses princípios, soma-se o Tratamento Diretamente Observado (TDO) da tuberculose, que consiste na ingestão diária dos medicamentos da tuberculose pelo paciente, sob a observação de um profissional da equipe de saúde.  O estabelecimento de vínculo entre profissional de saúde e usuário é fundamental para que haja adesão do paciente ao tratamento e assim as chances de abandono sejam reduzidas. O paciente deve ser orientado, de forma clara, quanto às características da tuberculose e do tratamento a que será submetido: medicamentos, duração e regime de tratamento, benefícios do uso regular dos medicamentos, possíveis consequências do uso irregular dos mesmos e eventos adversos. Logo nas primeiras semanas de tratamento, o paciente se sente melhor e, por isso, precisa ser orientado pelo profissional de saúde a realizar o tratamento até o final, independente da melhora dos sintomas. É importante lembrar que o tratamento irregular pode complicar a doença e resultar no desenvolvimento de cepas resistentes aos medicamentos.

Fonte: Portal Saúde.gov.br ( Ministério da Saúde)