Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

“Véio” da Havan e suas lojas, mais um empresário suspeito e amigo de Bolsonaro.

Estive em uma loja da Havan, na cidade de Petrolina, interior de Pernambuco,  cidade do líder do governo, Fernando Coelho, e observei que a grandiosidade das lojas, o luxo era gigantesco e a loja não tinha movimento. Não é uma loja, é um verdadeiro SHOPPING. Como se fosse várias lojas dentro da loja. Poucas pessoas na loja. Isso na época de Natal, antes da pandemia.
Perguntei aos moradores e disseram que a loja sempre ficava vazia. O relatório da ABIN, confirma minhas suspeitas.
Diz o relatório:
” o custo fixo mensal das lojas eram 05 vezes maior do que o faturamento”. Fica evidente a lavagem de dinheiro.
Lembrando que Bolsonaro tem uma estranha atração por marginais e ignorantes
E seus apoiadores afirmam que no governo dele ” não tem corrupção”

Agiotagem, sonegação, contrabando: o que a Abin diz sobre Luciano Hang. Agência produziu um documento de 15 páginas em junho de 2020 para alertar o Planalto sobre os ricos da proximidade pública de Bolsonaro com o dono da Havan.

Diz a Folha de São Paulo:

o documento elaborado pelo órgão vinculado ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional), comandado pelo general Augusto Heleno, Hang aparece como um personagem que, a partir de 1997, passou a ter negócios com lisura questionável.

“Sempre expandindo os negócios, sem sócios, sem investidores, sem endividamento e muitas vezes parecendo possuir uma fonte oculta de recursos, que não se explicaria apenas por sonegação fiscal e contrabando de artigos importados para lojas”, afirma o documento.

Na compra das vacinas da Covaxin está provado que ocorreu crime. Contrato assinado em tempo recorde para a compra das vacinas mais caras, com intermediários e custo unitário de R$ 86,00 por dose. Vacina não aprovada pela ANVISA.
Ele usou o argumento que não comprou em 2020 as vacinas da Pfizer porque ” não estava aprovada pela Anvisa”, mas a Covaxin, ele comprou sem aprovação da Anvisa…..

“Irmão do servidor do Ministério da Saúde que depôs ao MPF (Ministério Público Federal) sobre a compra da vacina indiana Covaxin, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) disse que o caso é “bem mais grave” do que a pressão para fechar o contrato.

Segundo o deputado, o seu irmão —Luís Ricardo Fernandes Miranda, chefe da divisão de importação da pasta— já havia relatado “pressão” e “indícios de irregularidade” em março.

“Eu toquei para a frente a denúncia”, disse o deputado à Folha. Ele se recusou, porém, a confirmar para qual autoridade levou o caso. “Se eu responder para você, cai a República”, disse.

“Tem coisa mais grave, bem mais grave [do que a pressão]. Inclusive erros no contrato. Formas irregulares na apresentação do contrato. Datas de vencimento das vacinas incompatíveis com a importação, sem tempo de ser vacinada a população”, disse o deputado.

Jorge Roriz

Fotos em Petrolina- PE, Jorge Roriz.