Vídeo completo do pronunciamento de Sérgio Moro

Prestemos atenção a este trecho inacreditável de seu pronunciamento: “Fui convidado a ser ministro da Justiça e da Segurança Pública. O que foi conversado com o presidente — foi no dia 1º de novembro — foi que nós teríamos o compromisso com o combate à corrupção e ao crime organizado e à criminalidade violenta. Inclusive, me foi prometido, na ocasião, carta branca pra nomear todos os assessores, inclusive desses órgãos policiais, como Polícia Rodoviária Federal e a própria Polícia Federal. Na ocasião, até aproveitando aqui um breve parêntese, pra desmistificar um dado, foi divulgado equivocadamente por algumas pessoas que eu teria estabelecido como condição pra assumir o Ministério da Justiça uma nomeação ao STF. Nunca houve essa condição. (…) Isso não é da minha natureza. Eu realmente assumi esse cargo, fui criticado e entendo essas críticas. Mas a ideia era realmente buscar um nível de formulador de políticas públicas aqui, numa alta posição do Executivo. (…)

 

Tem uma única condição que eu coloquei — isso eu acho não faz mais sentido manter em segredo e pode ser confirmado tanto pelo presidente quanto pelo general Heleno. Contribuí 22 anos para a Previdência (…) Pedi apenas, já que nós íamos ser firmes contra a criminalidade, especialmente o crime organizado, que é muito poderoso, [que] se, algo acontecesse, pedi que a minha família não ficasse desamparada  sem uma pensão. Foi a única condição que eu coloquei para assumir essa posição específica do Ministério da Justiça.

CONFISSÃO DE CRIME. SE A ESPOSA DE MORO TIVESSE AS CONDIÇÕES LEGAIS PARA RECEBER UMA PENSÃO POR MORTE DE MORO, ELE NADA PRECISAVA PEDIR

 

Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa

E Bolsonaro, por óbvio, incorreu em corrupção ativa, que está no Artigo 333 do Código Penal: “Art. 333 – Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.”…

Fonte: Reinaldo Azevedo

 

 

 

Moro confessou que em troca do cargo, pediu a Bolsonaro, se algo ocorrer com ele, queria uma compensação em benefício a família dele não ficasse desamparada ????
Como assim? os benefícios são dados a viuvá de acordo com a lei e para isso, não precisa ter cargo…….

Moro, infelizmente, confessa mais uma ilegalidade: pediu pensão ou algo similar pra aceitar um cargo em comissão. Algo nunca antes visto na história. E tal condição foi aceita ? Não posso deixar de registrar o espanto.Um dos mais confusos pronunciamentos presidenciais já vistos no país. E a questão substantiva é: por que pedir para interferir em investigações criminais ? Por que pedir informações de inteligência da Polícia Federal ? Sobre os discursos de hoje: Moro fez delação e Bolsonaro fez confissão. Tudo muito grave. Lamentável. Flavio Dino.

Quero entender que benefícios pessoais “para não desassistir a família” foram prometidos como condicionante ao aceite do cargo de ministro. Ou se aceita a nomeação, ou não. Não existe lei que dê base a isso. Felipe Santa Cruz

A OAB irá analisar os indícios de crimes, apontados por Moro. Mas preciso registrar meu lamento e minha indignação com as crises que o Presidente nos impõe, por motivos extremamente suspeitos, em meio a uma crise pandêmica que, de tão grave, deveria ao menos ser a única. Felipe Santa Cruz

Algumas frases do depoimento do ex- ministro Sérgio Moro:

“Falei com o presidente que [a exoneração de Valeixo] seria uma intervenção politica [na PF], e ele disse que ‘seria mesmo’”

“O grande problema da troca [do chefe da PF] seria o de haver uma violação à promessa que me foi feita [de carta branca]. A indicação política levaria à uma queda na credibilidade. Não minha, mas do governo”

“O presidente também me informou que tinha preocupação com inquéritos em curso no STF e que a troca seria oportuna na Polícia Federal por esse motivo”

“Imaginem se durante a Operação Lava Jato a então presidente Dilma ou o ex-presidente Lula ligassem para o superintendente da Polícia Federal em Curitiba e pedissem informações sobre o andamento das investigações”.

“O presidente queria alguém que ele pudesse ligar, colher informações, relatório de inteligência. Seja o diretor, seja o superintendente”

SERGIO MORO